A final do The Voice Kids e a falta de meritocracia na sociedade
Desde quando nascemos, escutamos que todos têm o que merece e que dependemos só de nós mesmos para vencer na vida. Mas será mesmo tudo isso verdade?
Eu discordo e vou usar como exemplo a final do The Voice Kids para isso. Hoje, 02/04/2017 (além de ser meu aniversário), aconteceu a final do The voice Kids e ganhou o candidato Thomas Machado. Uma criança que, de fato, possui um enorme talento, uma voz afinada para uma criança, mas paramos por aí. Não consigo ver nada além disso, musicalmente falando. Entretanto, ele quem levantou o troféu, na minha opinião de forma não merecida. Aí alguém me pergunta "porque?". Simples: ele não era o melhor.
Ele não tinha a meritocracia ao seu lado. Ele era uma criança afinada, produzida como um adulto, com vestuário tradicional gaúcho. Sua aparência "fofa" preenchia os olhos de quem via, mas talento suficiente para bater os dois outros oponentes... isso ele não tinha.
Torci (e confesso que me animei muito principalmente quando cantou Living on a prayer) por Valentina. Que voz! E ela é tão criança quanto qualquer outra ali. Mas não foi isso que saltou aos olhos da maioria dos brasileiros.
Essa final foi mais um episódio em que ficou claro que a afeição no nosso país supera a meritocracia.
O outro garoto, Juan Carlos Poca, tem uma qualidade bem superior, falando em termos vocais que o vencedor, mas também, ao meu ver não merecia ganhar hoje. Baseio-me para falar isso pelo erro na primeira música, onde se desconcentrou e falhou.
De qualquer forma, meu ponto aqui é simples: não adianta você na vida nascer com talento, se não forem com a sua cara e na nossa sociedade, o QI (quem indica) e a aparência são fatores preponderantes para facilitar vencer na vida, independente de quanto talento você tenha.
Fiquem com um vídeo da garota Valentina. #VidaLongaAoRock
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